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Estudo de coorte


Problema: comparar um grupo exposto ao fator de risco em estudo com outro sem este fator. O problema consiste em verificar se indivíduos expostos ao fator de risco desenvolvem a doença em questão, em maior ou menor proporção do que um grupo de indivíduos não expostos.

Exemplo: Duas terapias para um determinado tipo de câncer estão sendo avaliadas por um estudo de coorte. Pacientes serão aleatorizados entre os tratamentos A e B e seguidos por 5 anos após o início do tratamento até o reaparecimento (reocorrência) da doença. O tratamento A é uma nova terapia que será amplamente utilizada se demonstrado que ela reduz à metade o risco de reocorrência nos primeiros 5 anos de tratamento (isto é, risco relativo = 0.5). Sabendo que 35% de reocorrência é freqüentemente observado em pacientes que recebem o tratamento B, quantos pacientes devem ser estudados em cada grupo se os investigadores desejam ter 90% de chance de rejeitar corretamente a hipótese de igualdade, a um nível de significância de 5%?
O resultado seria 106 casos em cada grupo.

O pesquisador deverá arbitrar os seguintes parâmetros:

Referências: Lwanga and Lemeshow (1991).


A parte fracionária do número deve ser separada por ponto ex: 5.21

Dois dos três parâmetros:

Proporção de casos entre os expostos: %
Proporção de casos entre os não expostos: %
Risco relativo:

Nível de significância:

Poder do teste:

Teste de hipótese: Monocaudal Bicaudal


Proporção de casos entre os expostos: equivale à proporção de pessoas expostas ao fator de risco que desenvolveram a doença. No exemplo dado, o fator de exposição é a submissão ao novo tratamento (A), portanto, essa proporção corresponde à proporção de pessoas submetidas ao tratamento A em que houve reocorrência.

Proporção de casos entre os não expostos: equivale à proporção de pessoas que não foram expostas ao fator de risco mas que desenvolveram a doença. No exemplo dado, corresponde à proporção de pessoas submetidas ao tratamento tradicional (B) em que houve reocorrência (inicialmente estimado em 35%).

Risco relativo: proporção de pessoas expostas ao fator de risco que desenvolveram a doença sobre a proporção de pessoas não expostas que desenvolveram a doença. Vale 1 se as pessoas expostas e não expostas desenvolveram a doença na mesma proporção. Considerando o exemplo, o risco relativo vale 0.5 pois espera-se que a chance de reocorrência entre as pessoas submetidas ao tratamento tradicional seja duas vezes maior que entre as pessoas submetidas ao novo tratamento.

Nível de significância: indica a probabilidade de cometer um erro do tipo I, ou seja, rejeitar a hipótese nula quando esta for verdadeira. Em outras palavras, é a chance de dizer que existe diferença entre as proporções quando na realidade elas são iguais. No exemplo considerado, é a probabilidade de concluir erroneamente que o novo tratamento reduz a reocorrência de câncer.

Poder do teste: indica a probabilidade de decisão correta baseada na hipótese alternativa. Geralmente é interpretado como a chance de detectar uma real diferença entre as proporções, ou seja, detectar a diferença se ela realmente existir.

Teste de hipótese:

  • teste monocaudal: teste cuja hipótese alternativa é uma desigualdade. Em estudos de coorte o teste monocaudal equivale ao teste em que o interesse é saber se o risco relativo é maior ou menor que 1, ou seja, se a proporção de doentes é maior (ou menor) entre os expostos ao fator de risco.
  • teste bicaudal: teste cujo objetivo é testar apenas se as proporçães são iguais ou diferentes e não estabelecer qual delas é maior ou menor. Em estudos de coorte o teste bicaudal equivale ao teste em que o interesse é saber somente se o risco relativo é diferente de 1, ou seja, se a chance de doença entre expostos e não expostos ao fator de risco é a mesma ou não.

No exemplo dado o teste é monocaudal pois o interesse é saber se a taxa de reocorrência entre as pessoas submetidas ao novo tratamento é menor do que entre as pessoas submetidas ao tratamento tradicional.

 


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