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Planejamento Amostral
Embora o serviço oferecido pelo LEE esteja restrito apenas à
determinação do tamanho da amostra, tentaremos resumir em
linhas gerais algumas noções sobre planejamento amostral.
Vale lembrar que as técnicas de amostragem são muito mais
complexas do que este simples resumo possa sugerir. Para maiores detalhes
consulte Levy e
Lemeshow (19 ).
Um plano amostral deve em primeiro lugar reconhecer o universo a que
se refere o estudo, a população que será estudada
e a unidade amostral (o objeto sobre o qual se fará medidas do
evento de interesse no estudo). Caberá ao pesquisador decidir se
a amostra deve ser aleatória ou intencional. Será intencional
quando o investigador puder arbitrar quais as unidades da população
estudada devem ser tomadas para observação, o que acontece
apenas em situações particulares que oferecem informações
igualmente particulares. Na maioria dos estudos em saúde o pesquisador
busca aleatoriedade para evitar o erro sistemático ou vício
de amostragem que torne inconclusivos os resultados de seu estudo.
Pode-se reconhecer pelo menos 5 estratégias de amostragem:
- Amostragem Aleatória Simples.
- Amostragem Aleatória Estratificada.
- Amostragem Aleatória por Conglomerados.
- Amostragem por Estágios Múltiplos.
- Amostragem Sistemática.
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- 1. Amostragem Aleatória Simples.
- Neste tipo de amostra a premissa é de que cada componente da
população estudada tem a mesma chance de ser escolhido
para compor a amostra e a técnica que garante esta igual probabilidade
é a seleção aleatória de individuos, por
exemplo através de sorteio.
- 2. Amostragem Aleatória Estratificada.
- Na amostragem estratificada a população é dividida
em estratos e em seguida é selecionada uma amostra aleatória
de cada estrato. Esta estratégia geralmente é aplicada
quando o evento estudado numa população tem características
distintas para diferentes categorias que dividem esta população.
- 3. Amostragem Aleatória por Conglomerados.
- A população é dividida em subpopulações
distintas (conglomerados). Alguns dos conglomerados são selecionados
segundo a amostragem aleatória simples e são observadas
todas as unidades dos conglomerados selecionados.
- 4. Amostragem por Estágios Múltiplos.
- Esta estratégia de amostragem pode ser vista como uma combinação
de dois ou mais planos amostrais. Considere por exemplo uma população
estratificada onde o número de estratos é muito grande.
Ao invés de sortear uma amostra de cada estrato, o que poderia
ser inviável devido à quantidade de estratos, o pesquisador
poderia optar por sortear alguns estratos e em seguida selecionar uma
amostra de cada estrato sorteado. Neste caso, teríamos uma amostragem
em dois estágios usando, nas duas vezes, a amostragem aleatória
simples, sendo que no primeiro estágio as unidades amostrais
são os estratos e no segundo são as componentes da população.
- 5. Amostragem Sistemática.
- Deve obedecer o mesmo princípio da amostragem aleatória
simples de iguais probabilidades de pertencer à amostra para
todos os componentes da população estudada. No entanto,
prevê a coleta de dados ao longo de um período de tempo
e arbitra um ritmo para tomada de unidades da população
para compor a amostra. Por exemplo, numa listagem de indivíduos
da população, sorteamos um nome entre os dez primeiros
da lista. A partir do nome sorteado, selecionamos um a cada dez indivíduos
(o décimo, vigésimo e assim por diante). A aleatoriedade
só está garantida se a apresentação de casos
for também aleatória (exemplo: numa população
de atendimentos médicos ambularoriais toma-se para amostra 1
em cada 10 pessoas que se apresentam para consulta médica. A
amostra será aleatória se a apresentação
de pacientes puder ser assumida como igualmente aleatória).
A amostragem sistemática é utilizada quando se quer planejar
um período de tempo para execução da coleta de
dados ou quando se deseja cobrir um determinado período de tempo
com a amostra estudada. O número de observações
pode ser calculado como na amostragem aleatória simples e o intervalo
sistemático pode ser arbitrado à partir da freqüência
esperada do evento estudado.
Laboratório de
Epidemiologia e Estatítisca.
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