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Comissão Estadual para o Controle
das Doenças Respiratórias na Infância - ComDRI
A ComDRI foi criada em 1986 como órgão consultivo e normativo das ações públicas de controle das doenças respiratórias da infância no Estado de São Paulo. Sua criação se deveu à iniciativa do Prof. Thetonio Victor de Miranda Ribeiro que submeteu sua proposta de organização de serviços de saúde para atendimento às crianças com problemas respiratórios à Delegacia Regional do Ministério da Saúde em São Paulo. O então delegado regional, à vista das políticas de saúde da época (AIS: Ação Integral de Saúde), dirigiu a proposta à Secretaria de Saúde do Estado. No Gabinete do Secretário a matéria (Processo No. 08155/86) foi submetida a parecer técnico que exarado em 16/JAN/86 (PMS-DI 01/86) sugeria a acolhida da proposta, estabelecia sua estrutura administrativa e oferecia minuta de resolução para decisão do titular da pasta, que em julgamento favorável assinou a Resolução SS 41, em 6/MAI/86. A proposta do Prof. Miranda que já era bastante conhecida no meio acadêmico não tinha ainda conseguido reconhecimento das autoridades sanitárias e sua institucionalização a esta época talvez se deva ao fato de que então tanto a Delegacia Regional quanto a Secretaria Estadual eram dirigidas por eminentes pediatras, o Prof. Nóbrega e o Prof. João Yunes, respectivamente. O parecer técnico que instruiu a criação da ComDRI foi emitido pelo Dr. Júlio C. R. Pereira, hoje epidemiologista do Lee. O programa DRI recomendado pela ComDRI (Pereira et al. 1988) difere do programa IRA (Infecção Respiratória Aguda) da OMS/OPAS (WHO 1990) basicamente porque não se restringe a infecções e porque ao contrário da estratégia de busca e tratamento de casos graves prescreve a atenção integral aos problemas respiratórios através de uma organização funcional que hierarquiza serviços de complexidade crescente. A estrutura básica do programa DRI prevê:
A complexidade das ações desenvolvidas a cada nível é determinada pelas características dos recursos disponíveis no ambiente em que se implante o programa, havendo até alternativas para regiões onde não haja médico (IRA ampliado). Uma avaliação do programa DRI publicada em 1992 (Pereira et al. 1992) demonstrou a alta resolutividade de problemas desta proposta e o importante impacto que sua adoção pode ter, reduzindo internações por DRI em até 50%.
Laboratório de
Epidemiologia e Estatítisca. |